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quarta-feira, 20 de julho de 2011

Ponto






Ando circulando pontos em minha mente.

Ponto, ponto sim.

Mas, não se trata de uma interrogação.
Não quero fazer nenhuma pergunta,
Nem tava pensando em exclamação.

Ponto.

Ponto, ponto sim, mas final e não de interrogação.
Não me enrole em reticências.
Não somos adeptos a digressão.

Ponto. Ponto sim!
Se quiser pode ir embora.
Este ponto é para agora.
Ponto final? Ponto?!

Nos ditos de outrora,
Na distância da espera,
Ou nas palavras esquecidas, 
Aquecidas em pontos febris de ônibus,
Há, ainda que curta, 
a pausa de um quase pronto!

É vírgula, ainda é uma vírgula!
bato meu ponto em quase tudo
Mas é a vírgula, esse mar finito
Nesse céu de pequenas embarcações
Que faz de tudo um quase ponto,
Um quase nada, insiste em continuar.


Está claro. 
Nesse canto,
o pronto do ponto, 
não deixarei  pelos cantos.

Ponto.

Produção coletiva:
Eu e Marcos Alves Lopes

3 comentários:

Wagner Nyhyw disse...

Ponto pra vocês.

Alexandre Mendes disse...

Ótimo! Que puta parceria! Agora, cá entre nós: Viajei no barquinho. Contemplei as estrelas da imagem; contemplei as estrelas da minha janela... Obrigado, meus irmãos! Que poesia maravilhosa para um fim de noite.

Ivan Silva disse...

Caiu um ponto no meu olho