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sexta-feira, 24 de junho de 2011

Um cômodo chamado Desejo




As roupas caídas pelo chão eram os indícios do final da discussão.

Perto da cama duas taças de vinho e uma garrafa pela metade.
No cinzeiro alguns cigarros contavam a história de algumas horas já vividas.

Dois amantes se entreolhavam em cima de uma cama enrolados em seus próprios corpos nús.

Não falavam nada, estavam magnetizados, hipnotizados entregues ao momento.

Lá fora a chuva forte que caía, dissipava os sons ensurecedores da cidade.
O único som do cômodo eram os dois corações que batiam completamente descompassados, acelerados .... perdidos.

Ninguém ganhou a briga.
Ninguém pediu desculpas.
Não havia espaço para palavras em um comodo repleto de desejos.

2 comentários:

Alexandre Mendes disse...

O ar condicionado não estava ligado,estava? Com esse frio que está fazendo, por mais que o coração bata acelerado, não dá pra ficar muito tempo descoberto...

Marcos Alves Lopes disse...

o desejo sobrepõe qualquer frio, briga ou coisa que o valha!!