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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Esconderijo



Tinha gosto doce de baunilha, cravo e canela,
e o cheiro do sal que vinha das ondas do mar.
Tinha o brilho e a ternura das estrelas que enfeitam o céu,
e a essência das coisas mágicas que brotam da imaginação.

Era belo e singelo,
mas, humilde como são os grãos de areia que compõem uma duna.
Era frio e quente ao toque,
era fraco, mas também era forte.
Era o paradoxo que se escondia por baixo do véu que cobria os meus olhos.

Se aproximou, tirou o cabelo que cobria as lágrimas que eu escondia em meus olhos.
Segurou a minha mão e sussurrou ao meu ouvido:
-Eu te observo, menina. Eu sempre te observo.
Levantou-se, beijou a minha testa com sua voz angelical e sumiu.
Sumiu dentro dos meus pensamentos, era lá onde ele morava, era lá onde eu o escondia.

2 comentários:

Noe* disse...

Nossa, vc escreve muito bem!!!!
DEScreve!
Bjs

Alexandre Mendes disse...

Labirinto de estantes, de arquivos, de memórias, de fantasias...esconderijo...é a mente humana!